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  Expulsão de Demônios ou Exorcismo

“Cremos que os crentes em Cristo têm autoridade para expulsar demônios, em nome dEle”.

Esta afirmação encontra base nas Escrituras, conforme segue abaixo:

6.1 – Possessão Demoníaca

É a invasão da pessoa não redimida pelo sangue de Jesus por espíritos demoníacos, dominando suas faculdades pessoais – a razão, a volição e a emoção (cf Lc. 8:26-34).

Somente os incrédulos estão sujeitos à possessão maligna, pois os que recebem a Jesus como Senhor e Salvador ficam livres de serem atingidos por esta invasão do inimigo, uma vez que passam a ser santuário do Espírito Santo (1 Co 3:16; 6:19) e residência permanente do Pai e do Filho (Jo 14:23); o Senhor lhes garante completa libertação (Jo 8:36; Cl 1:13) e proteção (2 Ts 3:3; 1 Jo 4:4; 5:18).

Crentes em Cristo podem sofrer opressão demoníaca ou satânica, quando perdem o caminho da santidade e deixam de se submeter á vontade de Deus (1 Co 5:2-5; 1 Pe 5:6-9), quando não resistem ao diabo (Tg 4:7), ou quando o Senhor, dentro de Sua Soberania, para fins de provação da fé e de disciplina, o permite (Jó 1 e 2; 2 Co 12:7-10).

6.2 – Cuidados

Há alguns cuidados que à luz da Bíblia e do bom senso, devem ser tomados por Igrejas e obreiros, quanto à prática da expulsãode demônios:

Não confundir possessão demoníaca com certas enfermidades, tais como: epilepsia, esquizofrenia e outras; ainda que, em alguns casos, enfermidades resultem de possessão demoníaca e seja, muitas vezes, difícil de discernir a origem (Mt 9:32-34; 17:14-18; Lc 13:10-13);

Entender que as obras da carne, embora sejam usadas pelos demônios, não são personificação de espíritos malignos e por isso, deve-se evitar nomeá-los de “espíritos” (espírito de prostituição/espírito de avareza, etc.);

Compreender que a metodologia para a prática da expulsão de demônios não se apresenta de forma específica nas Escrituras. Alguns exemplos bíblicos contêm apenas uma ordem dada aos espíritos (Mt 8:16, Mc 1:25; At 16:18). Assim deduzimos que qualquer crente em Cristo, cheio do Espírito Santo, pode ordenar, em nome de Jesus Cristo, que o demônio se retire da pessoa por ele invadida, sem que seja alterada a liturgia do culto com inserções desnecessárias, tais como: passes místicos, entrevistas com demônios, etc.

Compreender que uma pessoa liberta de demônios não está necessariamente convertida ao Senhor e Salvador Jesus Cristo, podendo, por conseguinte, voltar a ser invadida por eles (Lc 11:24 a 26)

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