“Cremos na contemporaneidade do dom de profecia, que pode ser manifestado no sentido querigmático e preditivo.
Nossa crença encontra os seguintes fundamentos:
– Conceito do dom de profecia.
Profetizar é a capacitação concedida pelo Espírito Santo ao crente em Cristo para pregar a Palavra de Deus (sentido querigmático), com o propósito de edificar, confortar, exortar e conduzir ao arrependimento (1 Co 14:3, 4,21-25; At 15:32); e para predizer a respeito de entendimentos futuros (Gn 49:1; Nm 24:14; At 11:27, 28 e 21:10, 11).
É impossível desassociar o aspecto preditivo do termo profecia, quer no original hebraico (AntigoTestamento), quer no original grego (Novo Testamento). Embora não haja o sentido em que o termo é mais usado, não há como provar que o dom, em um dos seus aspectos, cessou. Deve-se, porém, observar que o maior uso do termo profecia no Novo Testamento é com o significado de proclamar a Palavra de Deus e não de prognosticar.
O profeta, ao exercer do dom, deve estar de plena posse de suas faculdades, sendo capaz de se restringir (1Co 14:32-40). Isso implica em que não há apoio bíblico para a ocorrência necessária de um estado de êxtase ou descontrole emocional ao profetizar.
2.2 – Conceito dos dons de curar
A profecia, em seu conteúdo e seu método, não pode contrariar os ensinamentos da Palavra de Deus (1 Co 14:37, 38; Ef 2:20). Esse cuidado evita os seguintes erros:
A aceitação de profecias que têm, pretensamente, o objetivo de guiar homens e igrejas a decisões, usurpando o lugar das Escrituras e levando os crentes a abandonarem ou desvalorizarem sua consciência cristã e sua capacidade de raciocínio (Sl 32:9; Lc 12:57; 1 Co 14:59; At 17:11).
A aceitação de profecias que tenham o objetivo de ser fonte de “novas verdades” para a Igreja e que podem ser introduzidas dissimuladamente como doutrinas inovadoras (2 Pe 2:1-3; Gl 1:9; Ap 22:18, 19).
– Julgamento da profecia e do profeta.
A Igreja neo-testamentária mostrou grande cuidado com o discernimento da profecia e julgamento do profeta (1 Co 14:29). Há cinco testes, sugeridos nas Escrituras, para se provar a profecia:
O caráter moral do profeta (Jr 23:14; Is 28:7; Mt 7:17-20). O profeta procede de acordo com a Palavra de Deus?
Natureza espiritual da profecia. A mensagem desvia o povo de Deus? (Dt 12:1-3) A mensagem tende a encobrir pecados? (Jr 28:8). Se estas perguntas forem respondidas positivamente, a profecia não passou no teste.
A autenticidade de sinais (Ex 7:9; 2 Rs 4:1-17). Esses textos mostram que emissários de Satanás também podem operar sinais e maravilhas;